Crédito cresce pouco, inadimplência sobe mais
Famílias ainda puxam a carteira, mas atraso e comprometimento de renda reduzem a folga.
28/08/2026
Resumo
Segundo o Banco Central, o estoque de crédito do Sistema Financeiro Nacional chegou a R$ 7,4 trilhões em julho, alta de 0,3% no mês. O crédito às famílias cresceu 0,8%, enquanto o das empresas recuou 0,7%. A inadimplência total subiu para 4,9%, com 5,8% nas pessoas físicas.
Tradução PlatomAI
O crédito não travou, mas ficou mais desigual. As famílias continuam tomando crédito, especialmente em linhas como cartão, consignado privado e veículos, enquanto as empresas reduziram saldo no mês.
O ponto de atenção está na qualidade dessa expansão: a inadimplência subiu e o comprometimento de renda chegou a 28,9%. O sistema ainda empresta, mas a conta da família está ficando mais apertada.
Impacto nos mercados
Bancos: inadimplência maior pode exigir mais provisões e seletividade.
Consumo: crédito às famílias ainda sustenta demanda no curto prazo.
Empresas: retração no crédito PJ sugere menor apetite por expansão.
Juros: queda mensal ajuda, mas taxas seguem altas em 12 meses.
Mensagem-chave
A notícia não mostra crise de crédito. Mostra um ciclo mais seletivo: famílias ainda tomam recursos, mas com menos espaço no orçamento e mais atraso nas carteiras.
Platom.AI — Inteligência Financeira em Linguagem Clara

