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Platom.AI - Print do Dia - 28/08/2026

28 de agosto de 2026

O Brasil abre entre Desinflação e demanda por dívida ajudando os juros, enquanto fiscal, eleição, Petrobras e Vale seguram o entusiasmo antes de Kevin Warsh em Jackson Hole.

BRASIL 🇧🇷

O ponto de partida local é uma bolsa que vinha ganhando tração, com juros curtos e intermediários aliviados por apetite em dívida e dólar ainda sensível a fluxo; a consequência é um mercado mais construtivo, mas com pouca margem para frustração.

O IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) caiu 0,22% em agosto, menos que a queda esperada, mas acumulou apenas 2,16% em 12 meses; o número reforça a leitura de inflação benigna e ajuda a sustentar a tese de corte da Selic.

O Tesouro vendeu R$ 56,2 bilhões em Título Público na semana, com demanda forte por prefixados e NTN-Bs; isso aliviou a Curva de Juros curta e intermediária, mas ainda não prova que o apetite virou estrutural.

A história local tem três freios claros: Lula disse que a Dívida Pública não o preocupa, o Gecex-Camex prorrogou por 60 dias o imposto de 12% sobre exportação de petróleo da Petrobras (PETR4), e o STF formou maioria para tributar lucros de controladas da Vale (VALE3) no exterior, em disputa de cerca de R$ 22 bilhões.

O foco do dia passa pelo Caged às 14h30, que calibrará a leitura sobre emprego após desemprego em 5,3%, pela bandeira tarifária da Aneel às 17h e pela entrevista de Flávio Bolsonaro à noite.

O ponto de cautela é que Petrobras e Vale podem pesar no índice mesmo com bolsa barata, enquanto qualquer piora fiscal-eleitoral tende a aparecer primeiro na ponta longa dos juros e no câmbio.

POLÍTICA/BRASÍLIA

Lula evitou defender ajuste fiscal e disse que a dívida não o preocupa, abrindo canal direto para prêmio de risco, dólar e juros longos.

INTERNACIONAL 🌍

Kevin Warsh fala às 11h em Jackson Hole em meio a PCE dos EUA em 3,7% ao ano, núcleo em 3,3% e dissidência hawkish no Federal Reserve (Fed); se o tom vier duro, Treasuries, dólar global e ativos de risco devem sentir primeiro.

MERCADOS 📊

Ibovespa futuro: +0,19%

EUA (S&P futuro): -0,05%

Tech EUA (Nasdaq): +1,57%

Juros americanos 10 anos (Treasury 10Y): +0,39%

Dólar no mundo (DXY): +0,04%

Dólar (R$): +0,00%

Petróleo (Brent): -0,31%

Termômetro de medo (VIX): -0,21%

EVENTOS DO DIA

Divulgado

08:00 — Brasil: IGP-M de agosto

Próximos

09:30 — Canadá: PIB do 2º trimestre

10:45 — EUA: PMI Chicago

11:00 — EUA: Kevin Warsh fala em Jackson Hole

11:00 — EUA: Sentimento do consumidor de Michigan

14:30 — Brasil: Caged

17:00 — Brasil: Aneel divulga bandeira tarifária

21:05 — Brasil: Flávio Bolsonaro participa de sabatina

Mensagem-chave do dia: Se Warsh não endurecer e o Caged vier moderado, o Brasil pode estender o alívio em juros e bolsa. Se Warsh vier hawkish ou o fiscal-eleitoral dominar, o ganho recente vira realização, especialmente em curva longa, câmbio, Petrobras e Vale.

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