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VaR (Value at Risk)

A perda máxima esperada com hora marcada, e letra miúda: o VaR resume o risco de uma carteira num número, "com 95% de confiança, a perda em um dia não excede R$ 10 milhões", a métrica-padrão de mesas e reguladores desde os anos 90. Sua letra miúda é o que ele cala: nada diz sobre os 5% restantes, exatamente onde moram os cisnes negros desta casa.

Exemplo Prático

Uma tesouraria opera sob limite de VaR diário; em 2008, carteiras dentro do VaR perderam múltiplos dele em dias que "não deveriam existir": o modelo, calibrado no passado tranquilo, mediu o mar pela média das ondas, e a tempestade não assinou o protocolo.

PlatomAI Explica

O VaR é o risco embalado para reunião: um número, uma confiança, uma falsa sensação de completude. Útil como linguagem comum e limite operacional, perigoso como única lente, porque a pergunta que importa é a que ele não responde: e nos dias fora da confiança, perde-se quanto? A régua da casa o doma com o complemento profissional: VaR para o cotidiano, testes de estresse para o dia que quebra carreiras, e humildade para lembrar qual dos dois dias escreve a história.