SUMOC
A Superintendência da Moeda e do Crédito, criada em 1945 como embrião de banco central: um arranjo em que a autoridade monetária era dividida entre a SUMOC (normas e fiscalização), o Banco do Brasil (executor e caixa do governo) e o Tesouro (emissor). O desenho híbrido, em que o mesmo Banco do Brasil era banco comercial e braço da política monetária, durou até a criação do Banco Central em 1964.
Exemplo Prático
Na prática, o crédito público expandia pelo Banco do Brasil sem o freio de um emissor independente: a "conta movimento" entre as instituições funcionava como fonte quase automática de expansão monetária, uma das raízes institucionais da inflação crônica do período.
PlatomAI Explica
Foi o país tentando ter banco central sem abrir mão de um banco que imprimisse crescimento. O arranjo SUMOC é a prova institucional de que arquitetura importa: quando o caixa do governo, o maior banco comercial e a autoridade monetária dividem o mesmo balcão, a moeda vira instrumento de todas as vontades, menos da estabilidade. Dezenove anos depois, a Lei 4.595 separou os balcões.

