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Senhoriagem

A receita que o emissor obtém por criar moeda: a diferença entre o valor de face do dinheiro emitido e seu custo de produção, apropriada pelo Estado via banco central. Em doses civilizadas, é subproduto natural da demanda por moeda; em excesso, vira financiamento inflacionário do governo, a impressora cobrindo déficits, com a conta paga pela sociedade via inflação.

Exemplo Prático

O Brasil pré-Real viveu de senhoriagem: com o orçamento insolvente, a emissão financiava o Estado, e a inflação resultante era o mecanismo de cobrança. O Plano Real, ao estancar essa fonte, obrigou o país a reencontrar o financiamento honesto, impostos e dívida, capítulo central da nossa vertical de História.

PlatomAI Explica

A senhoriagem é o lucro da máquina de imprimir: privilégio milenar dos soberanos, do rei que raspava moedas ao governo que roda a impressora. Sua dose define regimes: usada com parcimônia, é detalhe fiscal; como fonte principal, é o caminho de toda hiperinflação já documentada. O verbete vizinho, imposto inflacionário, mostra quem paga a conta desse lucro sem lei.