Risco de Liquidez
O risco de a porta encolher na hora de sair: o risco de liquidez tem duas faces, a de mercado (não conseguir vender um ativo sem desconto relevante, porque compradores sumiram) e a de funding (não conseguir rolar ou captar recursos para honrar compromissos, o pesadelo de bancos e fundos). Os dois se abraçam nas crises: ativos ilíquidos derretem exatamente quando o caixa mais falta.
Exemplo Prático
O episódio de 2020 nos fundos de crédito foi o retrato: resgates em massa (funding) forçaram vendas num mercado sem compradores (mercado), e os preços marcaram abaixo do valor justo para quem pôde esperar. O imóvel que "vale" um milhão e leva um ano para vender carrega o mesmo risco, precificado em paciência.
PlatomAI Explica
O risco de liquidez é o mais traiçoeiro do glossário porque é invisível na bonança: todo ativo parece líquido enquanto ninguém precisa vender junto. A régua desta casa o administra pela arquitetura, não pela previsão: case prazos de ativos e necessidades (o descasamento é a origem de quase toda quebra), exija prêmio explícito pela iliquidez assumida, e mantenha o colchão da reserva, porque liquidez, como este glossário repete, é o oxigênio que só se nota, e só se cobra caro, quando falta.

