Resultado Nominal (NFSP)
O resultado fiscal completo do setor público: o primário (receitas menos despesas, sem juros) somado à conta de juros da dívida. Tecnicamente, as Necessidades de Financiamento do Setor Público, apuradas pelo Banco Central "abaixo da linha", pela variação da dívida. É o número que de fato governa a trajetória do endividamento: superávit primário insuficiente para os juros significa déficit nominal, e dívida crescendo.
Exemplo Prático
Um superávit primário de 1% do PIB com juros de 6% do PIB entrega déficit nominal de 5%: o país economizou no dia a dia e a fatura financeira consumiu tudo, com sobra. É a aritmética que explica por que a discussão fiscal brasileira orbita a dupla primário-juros, nunca um sozinho.
PlatomAI Explica
O resultado nominal é a conta completa da família: o primário é o orçamento doméstico, os juros são a fatura do cartão, e o nominal é o extrato final. O Brasil viveu décadas discutindo só a primeira metade, e a lição do verbete é a régua inteira: dívida se estabiliza quando o esforço primário conversa com o custo dos juros, e o custo dos juros conversa com a credibilidade do esforço, o círculo que pode ser virtuoso ou vicioso.

