Queima do Café (Defesa do Café)
A resposta brasileira à Grande Depressão: com o café respondendo por cerca de 70% das exportações e o preço colapsado após 1929, o governo passou a comprar e destruir os excedentes para sustentar cotações, cerca de 78 milhões de sacas queimadas ou lançadas ao mar entre 1931 e 1944, financiadas em boa parte com emissão de moeda.
Exemplo Prático
Fazendas inteiras entregavam a colheita para as fogueiras oficiais: o Estado pagava pelo café e o incinerava, mantendo renda no campo e preço no exterior. O economista Celso Furtado batizaria o efeito de "keynesianismo antes de Keynes": a compra pública sustentou a demanda interna e amorteceu a depressão no Brasil.
PlatomAI Explica
Queimar a colheita para salvar o preço parece loucura e foi política contracíclica acidental: ao pagar pelo café destruído, o governo injetou renda numa economia em colapso, e o capital que sobrou do café migrou para as fábricas, empurrando a industrialização. É o capítulo brasileiro de 1929: o país atravessou a Depressão global melhor que os ricos, movido a fumaça de café.

