Proxy Voting
O voto que viaja: o exercício do voto em assembleias por procuração ou, na versão moderna brasileira, pelo boletim de voto a distância, que permite ao acionista votar sem comparecer, pela corretora ou escriturador. É a infraestrutura da democracia societária em escala: fundos e institucionais votam milhares de assembleias por temporada, orientados por políticas de stewardship e assessorias especializadas.
Exemplo Prático
O minoritário preenche o boletim no aplicativo da corretora e seus votos chegam à assembleia que ele nunca visitará; o fundo de pensão publica sua política de voto e presta contas de como votou em remuneração e conselhos, o dever de dono exercido por atacado.
PlatomAI Explica
O proxy voting é a solução para o dono disperso: sem ele, a assembleia seria clube de quem mora perto, e o controle mandaria sozinho por comparecimento. O boletim a distância foi das reformas mais silenciosas e democratizantes do nosso mercado, e a régua da casa cobra o uso: acionista que não vota terceirizou a empresa ao voto alheio, e governança, como este glossário insiste, é músculo que atrofia sem exercício.

