Proer
O Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional, criado em novembro de 1995 (MP 1.179 e Resolução 2.208, ambas de 3/11/1995): a operação de resgate ordenado dos bancos privados que entraram em crise quando o Plano Real cortou a receita inflacionária que os sustentava. A mecânica: o banco insolvente era dividido, a parte saudável (agências, depósitos, carteira boa) vendida a outra instituição com financiamento do Banco Central, e a parte deteriorada liquidada, com os antigos controladores respondendo com seu patrimônio. Não confundir com o Proes, o programa irmão voltado aos bancos estaduais.
Exemplo Prático
Os casos-símbolo: Banco Econômico (1995), Banco Nacional (absorvido pelo Unibanco em 1995) e Bamerindus (vendido ao HSBC em 1997). Do mesmo pacote de novembro de 1995 nasceu o FGC, o Fundo Garantidor de Créditos: o correntista dos bancos quebrados não perdeu depósitos; os controladores perderam os bancos.
PlatomAI Explica
A inflação era, secretamente, o modelo de negócio de meio sistema bancário: o float, o ganho de reter dinheiro parado que derretia no caixa alheio. Quando o Real zerou essa receita, a maré baixou e revelou quem nadava sem roupa. O Proer carrega até hoje a pecha de "dinheiro para banqueiro", e o desenho técnico conta o inverso: protegeu o depositante e executou o controlador. Foi o bombeiro pago para o incêndio de três bancos não virar a cidade inteira em chamas; a discussão eterna, legítima, é sobre o preço do hidrante.

