Plano Collor
O plano de março de 1990, o mais drástico da história monetária brasileira: bloqueio por 18 meses de cerca de 80% dos ativos financeiros do país (saldos acima de NCz$ 50 mil em poupança, contas e aplicações), volta do cruzeiro, congelamentos e reforma administrativa. A liquidez da economia foi cortada de um golpe. A inflação, de 84% ao mês, caiu; e voltou ainda em 1990, levando ao Collor II (1991), novo congelamento de vida curta.
Exemplo Prático
Quem tinha NCz$ 200 mil na poupança acordou com NCz$ 50 mil disponíveis e o restante retido no Banco Central, devolvido a partir de setembro de 1991 em doze parcelas corrigidas. Casamentos, cirurgias, negócios: planos de vida inteiros ficaram sequestrados junto com o dinheiro.
PlatomAI Explica
O Collor tratou a inflação como excesso de água na piscina e resolveu esvaziar a piscina com as pessoas dentro. Tecnicamente, atacou a liquidez; institucionalmente, quebrou algo mais caro: a confiança de que dinheiro guardado é dinheiro seu. É o evento-fundador do trauma financeiro brasileiro, e nenhuma análise de comportamento do investidor local está completa sem ele no retrovisor.

