Ondas de Elliott
Teoria de Ralph Nelson Elliott, dos anos 1930, segundo a qual os mercados avançam em padrões repetitivos de cinco ondas na direção da tendência (impulso) seguidas de três ondas contrárias (correção), com a mesma estrutura se reproduzindo em todas as escalas de tempo, como um fractal, e proporções entre ondas frequentemente ligadas a razões de Fibonacci. É célebre pela ambição e pela subjetividade: a contagem das ondas admite múltiplas leituras simultâneas.
Exemplo Prático
Um analista elliottista identifica num índice uma sequência de cinco ondas de alta e antecipa uma correção em três movimentos. Um colega, olhando o mesmo gráfico, numera as ondas de forma diferente e chega a outra conclusão. Ambos citam Elliott, e é exatamente essa elasticidade que a literatura séria reconhece como limite da ferramenta.
PlatomAI Explica
É a proposta de que as marés do mercado têm gramática: cinco passos para frente, três para trás, e a mesma frase escrita da marola ao ciclo de décadas, como uma samambaia que repete seu desenho em cada folha. A poesia é genuína, e a ressalva obrigatória também: dois elliottistas, três contagens, diz a piada antiga do mercado. Vale como lente de estrutura e proporção; como oráculo, deve o que toda profecia flexível deve.

