Moratória de 1987
A suspensão unilateral, em fevereiro de 1987, do pagamento de juros da dívida externa brasileira com os bancos comerciais, anunciada com as reservas internacionais no osso após o fracasso do Cruzado. A aposta era forçar renegociação em termos melhores; o resultado foi isolamento financeiro, fuga de linhas de crédito comercial e recuo meses depois, com o país voltando à mesa em posição pior.
Exemplo Prático
Na sequência do anúncio, até linhas corriqueiras de financiamento ao comércio exterior secaram: importar insumo e exportar mercadoria ficou mais caro e mais lento para as empresas, o efeito colateral clássico de um calote soberano sobre a economia real.
PlatomAI Explica
A moratória de 87 é o experimento natural sobre o valor da reputação soberana: descobriu-se, em tempo real, que o crédito de um país é uma teia, e que puxar o fio dos bancos rompe também os fios do comércio, do investimento e da rolagem. Dívida soberana se renegocia, a história mostra várias vezes; o modo como se renegocia define se o país sai com desconto ou com cicatriz.

