Milagre Econômico
O período 1968-1973, quando o PIB brasileiro cresceu em média mais de 11% ao ano, com inflação cadente, boom de crédito ao consumo, construção pesada e industrialização acelerada. As contrapartidas documentadas: arrocho salarial na base, concentração de renda ("fazer o bolo crescer para depois dividir") e crescente dependência de financiamento externo, que cobraria a conta na década seguinte.
Exemplo Prático
O símbolo de consumo da era: o crediário levando eletrodomésticos e o Fusca à classe média urbana, enquanto obras gigantes (rodovias, hidrelétricas) tocavam com poupança externa farta e barata, os petrodólares reciclados pelos bancos internacionais.
PlatomAI Explica
Todo milagre econômico tem uma pergunta escondida: quem financia, e até quando? O brasileiro foi genuíno em produtividade e infraestrutura, e alavancado em dólar barato de curto prazo. Quando o petróleo quadruplicou e o juro americano disparou, descobriu-se que parte do milagre era, tecnicamente, uma posição vendida em dólar. A década perdida foi a chamada de margem.

