Mercantilismo
A riqueza como placar de ouro: a doutrina dominante entre os séculos XVI e XVIII que media a prosperidade nacional pelo acúmulo de metais preciosos, prescrevendo superávits comerciais a qualquer custo, tarifas, monopólios coloniais, exclusivos de comércio, o Brasil colônia foi engrenagem desse sistema. Foi o adversário intelectual que Adam Smith demoliu em 1776: riqueza é o que se produz e consome, não o metal que se estoca, e o comércio pode enriquecer os dois lados.
Exemplo Prático
O pacto colonial, a colônia só comercia com a metrópole, era mercantilismo aplicado: exportar mais que importar, drenar metal para o centro, tratar o comércio como guerra de soma zero. Os ecos modernos aparecem sempre que superávit vira troféu e déficit, derrota nacional.
PlatomAI Explica
O mercantilismo é o erro fundador que fez nascer a economia moderna: Smith e Ricardo escreveram contra ele, e as vantagens comparativas desta casa são seu atestado de óbito teórico. Morto na academia, segue vivíssimo no instinto, a intuição de que exportar é ganhar e importar é perder renasce a cada guerra comercial, e o verbete serve de vacina: comércio não é placar de ouro, é troca que serve aos dois lados, e quem esquece isso repete, com tarifas novas, um erro de quinhentos anos.

