Macroalocação
Decidir os continentes antes das cidades: a camada da gestão que distribui o patrimônio entre as grandes classes, renda fixa, bolsa, câmbio, exterior, caixa, antes de qualquer escolha de ativo específico (a microalocação, ou seleção). É o asset allocation desta casa visto como processo top-down: primeiro o mapa-múndi dos riscos, depois os endereços, com a evidência de décadas atribuindo à primeira camada a maior parte do resultado.
Exemplo Prático
O comitê de um fundo decide: 40% inflação longa, 25% bolsa local, 15% exterior, 20% pós-fixado, a macroalocação. Só então os analistas escolhem quais NTN-Bs, quais ações, qual veículo internacional, a micro. Trocar uma ação pela vizinha move décimos; errar a macro num ano de virada move a década.
PlatomAI Explica
A macroalocação é o leme; a seleção de ativos, o acabamento do convés, e o investidor amador dedica-se ao convés enquanto o leme fica ao acaso. O verbete reafirma, pelo vocabulário profissional, a hierarquia que esta casa pregou no asset allocation: gaste sua melhor energia decidindo quanto vai em cada classe, porque é essa fração, não o nome do papel, que escreverá seu resultado de longo prazo, e ela merece revisão de piloto, não palpite de passageiro.

