Lei de Say
A proposição clássica de Jean-Baptiste Say (início do século XIX): a oferta cria sua própria demanda, produzir gera a renda que compra a produção, tornando impossíveis as crises gerais de demanda; no máximo, desajustes setoriais. Reinou por um século como fundamento do laissez-faire, até a Grande Depressão fornecer o contraexemplo devastador e Keynes construir sobre suas ruínas a macroeconomia moderna.
Exemplo Prático
Nos anos 1930, fábricas paradas, trabalhadores dispostos e consumidores sem renda coexistiram por uma década: a oferta existia, a demanda não a validava, e a espera pela autocorreção prometida custou 25% de desemprego. O mundo real votou no debate teórico.
PlatomAI Explica
A Lei de Say é a fé de que produzir basta, e sua biografia é a mais instrutiva da economia: um século de reinado, uma década de refutação brutal, e uma sobrevida honesta como caso particular (economias em pleno emprego se comportam mais à Say; em depressão, à Keynes). O verbete ensina menos sobre oferta e demanda e mais sobre ciência: teorias econômicas não morrem por argumento, morrem por década ruim.

