Logo PlatomAI

Juro Pós-Fixado

A taxa atrelada a um indexador de referência, como a Selic ou o CDI: o rendimento acompanha o índice aonde ele for, e o retorno final só se conhece no resgate. É o oposto do prefixado (número travado na largada) e o irmão do híbrido (índice + taxa). No Brasil, é o formato dominante da renda fixa, herança direta da era inflacionária, quando travar taxas nominais era suicídio.

Exemplo Prático

Um CDB a 102% do CDI rende mais quando o Copom sobe os juros e menos quando corta, sem que o investidor faça nada: o contrato surfa o ciclo. Quem comprou esperando a taxa do dia da aplicação para sempre entendeu errado o produto: pós-fixado é promessa de acompanhamento, não de patamar.

PlatomAI Explica

O pós-fixado é o barco amarrado à maré: sobe e desce com ela, sem nunca descolar. Sua virtude é a ausência de aposta, você nunca "erra o juro", porque nunca o travou; seu limite é o mesmo: também nunca ganha por ter travado na hora certa. A preferência nacional pelo pós é cicatriz histórica virada cultura, e entender isso é entender metade do investidor brasileiro.