IPI
O imposto federal sobre produtos industrializados: seletivo por essência, alíquotas maiores para o supérfluo e o nocivo, menores ou zero para o essencial, com papel extrafiscal histórico (desonerações para estimular setores, sobretaxas para desestimular consumos). A reforma tributária o colocou em extinção programada: na transição em curso, cede lugar ao novo Imposto Seletivo, sobrevivendo residualmente como instrumento de preservação da Zona Franca de Manaus.
Exemplo Prático
O cigarro sempre carregou IPI pesado, e a geladeira, leve; nas crises, o "IPI zero da linha branca" virou política de estímulo clássica. Na nova ordem, o Imposto Seletivo herda a função de sobretaxar o nocivo, e a vantagem comparativa de Manaus passa a ser calibrada pelo que resta do velho imposto.
PlatomAI Explica
O IPI é o imposto que sempre foi meio arrecadação, meio bisturi: cobrar diferente para induzir comportamento, do vício ao consumo popular. Sua aposentadoria gradual pela reforma conta a tese do novo sistema, unificar a tributação do consumo e deixar a seletividade para um imposto dedicado, e o verbete fica de tradutor da década de transição: quando o noticiário misturar IPI, IS, IBS e CBS, lembre que é a mesma pergunta mudando de sigla: o que o país quer encarecer, e o que quer aliviar.

