Índice de Basileia
O colesterol regulatório dos bancos: a razão entre o patrimônio de referência (o capital de verdade da instituição) e os ativos ponderados pelo risco (o APR desta casa), que mede quanto colchão próprio sustenta cada real de risco carregado. Os mínimos combinam o piso internacional com adicionais brasileiros, na casa dos dois dígitos baixos, e os bancos locais operam, tipicamente, com folga confortável sobre eles.
Exemplo Prático
Um banco com índice de 16% carrega R$ 16 de capital próprio para cada R$ 100 de ativos ponderados: pode absorver perdas relevantes antes de tocar no dinheiro dos depositantes. O número sai a cada trimestre nos releases, e sua queda persistente é dos primeiros sinais que analistas e regulador vigiam.
PlatomAI Explica
O índice de Basileia é o exame de sangue trimestral do banco: um número, comparável entre instituições e países, dizendo quanta perda a casa aguenta antes de o problema virar dos outros. Ele encerra a trilogia que este glossário montou, o Comitê escreve a regra, o APR pesa o risco, o índice entrega o veredito, e dá ao correntista uma alfabetização rara: a solidez do seu banco não é slogan, é uma fração publicada, e ler o denominador é entender o negócio.

