Estagnação
O crescimento que parou: a economia andando de lado por período prolongado, PIB per capita estável ou minguante, sem a queda aguda da recessão nem o fôlego da retomada. É a doença lenta, e suas formas célebres têm nome próprio: as décadas perdidas latino-americanas, a estagnação japonesa pós-1990, a "estagnação secular" do debate recente sobre economias maduras, e o meio século brasileiro de renda relativa parada.
Exemplo Prático
Um país que cresce 0,5% ao ano com população crescendo 0,7% está encolhendo por cabeça, sem nenhuma manchete de crise: o padrão de vida derrete em câmera lenta, jovem a jovem emigrado, investimento a investimento adiado. A ausência de drama é parte do problema: estagnação não gera urgência, gera costume.
PlatomAI Explica
A estagnação é a crise sem sirene: a economia que não cai o bastante para assustar nem cresce o bastante para prosperar, e vai se acostumando com o próprio teto. Ela é mais destrutiva que a recessão no longo prazo, juros compostos negados valem fortunas, e mais difícil de combater, porque seu remédio é o mais lento da prateleira: produtividade, o verbete desta casa que explica por que países param, e o único que explica como voltam a andar.

