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Dólar Paralelo

O câmbio do mercado negro: a cotação clandestina que floresceu nas décadas de controles cambiais, quando comprar dólar legalmente era restrito, e o ágio sobre o oficial, que chegou a superar 100% nos anos 80, media a desconfiança na moeda e o tamanho do garrote. A liberalização dos anos 90 e a estabilidade do Real drenaram sua razão de existir: o paralelo de hoje é residual e criminoso, não mais o termômetro nacional.

Exemplo Prático

Nos anos 80, o jornal trazia três dólares: oficial, turismo e paralelo, e o terceiro, cotado nos doleiros, era o que o brasileiro de posses olhava. Um ágio de 80% dizia, sem editorial, o que o país pensava da própria moeda: a fuga precificada em tempo real.

PlatomAI Explica

O dólar paralelo era o plebiscito diário contra a moeda nacional: onde há controle e desconfiança, nasce um preço clandestino que diz a verdade que o oficial esconde. Sua quase extinção é um dos atestados mais eloquentes da maturidade cambial brasileira, câmbio flutuante e conversível matou o doleiro de esquina por inanição, e o verbete fica de sentinela histórica: paralelo gordo é sintoma, e países que o reencontram estão relendo o nosso passado.