Dívida Pública
O passivo de todos, com carteira própria: a dívida pública é o estoque de obrigações do governo, no Brasil dominado pela Dívida Pública Federal em títulos, cuja composição conta o risco: a fatia pós-fixada à Selic (que encarece na hora em cada aperto), a prefixada, a indexada ao IPCA e a cambial residual. Seus sinais vitais: a razão dívida/PIB, o prazo médio desta casa e o custo médio, administrados leilão a leilão pelo Tesouro.
Exemplo Prático
Quando a Selic sobe, a conta de juros da fatia pós-fixada cresce automaticamente, e o resultado nominal piora sem nenhuma despesa nova: a composição transforma política monetária em fatura fiscal. Nas crises, o Tesouro encurta prazos e paga mais, vendendo o que o mercado aceita, o termômetro que a curva desta casa exibe em tempo real.
PlatomAI Explica
A dívida pública é o contrato permanente entre o Estado e a poupança nacional: o Tesouro Direto a vende no varejo, os fundos a carregam no atacado, e cada brasileiro é credor dela sabendo ou não. Sua sustentabilidade é a aritmética que amarra este glossário, primário, juros, crescimento, e a régua de leitura vale contra os dois exageros: dívida não é pecado (financia o tempo), nem é infinita (a rolagem cobra preço), e o número que decide não é o tamanho de hoje, é a trajetória que primário e juro real desenham para amanhã.

