Diversificação
O único almoço grátis das finanças: diversificar é combinar ativos que não se movem juntos, de modo que o risco do conjunto caia sem sacrificar o retorno esperado, a mágica estatística que a correlação imperfeita paga. Tem teto: elimina o risco específico de cada ativo, e não o sistemático, que derruba tudo junto nas crises, quando as correlações, ironicamente, sobem.
Exemplo Prático
A carteira de dez ações do mesmo setor está concentrada com aparência de variedade; a que combina ações, juros reais, dólar e caixa atravessa o mesmo choque com metade do tombo, o dólar subindo quando a bolsa cai é a diversificação de verdade, comprada de graça na alocação.
PlatomAI Explica
A diversificação é a admissão inteligente de que o futuro é incerto: em vez de apostar em prever, monta-se um conjunto que sobrevive a vários futuros. Sua régua tem duas honestidades: correlação importa mais que quantidade (vinte ativos iguais são um ativo com vinte nomes), e o limite existe, no pânico sistêmico, quase tudo cai junto, e é o caixa e o juro real que seguram a casa. O verbete fecha no princípio que organiza toda a alocação deste glossário: risco que pode ser eliminado de graça não deveria ser remunerado, nem carregado.

