Desemprego
A força de trabalho sem trabalho: a taxa de desemprego mede a fração das pessoas que procuram ocupação e não encontram, apurada no Brasil pela PNAD Contínua do IBGE, com as camadas que a manchete esconde: o desalento (quem desistiu de procurar sai da conta), a subutilização (quem trabalha menos do que quer) e a informalidade que emprega sem carteira. É o indicador social por excelência, e um farol defasado do ciclo.
Exemplo Prático
A economia vira o ciclo e o desemprego só melhora trimestres depois: empresas esticam as equipes antes de contratar, e demitem só depois de esgotar reduções, a defasagem que este glossário lavrou nos indicadores. Taxa caindo com desalento subindo é melhora de estatística, não de vida.
PlatomAI Explica
O desemprego é o número onde a macroeconomia encosta na mesa de jantar, e sua leitura séria exige abrir as camadas: taxa, participação, desalento, informalidade e renda real contam juntos a história que nenhuma isolada conta. A régua desta casa o posiciona no painel: como farol, ele confirma o passado em vez de prever o futuro, e como bússola social, é o placar final pelo qual toda política econômica, monetária ou fiscal, acaba julgada por quem vive dela.

