Déficit Público (Nominal, Operacional e Primário)
O resultado negativo das contas do governo, em três medidas com histórias próprias: o primário (sem juros), o nominal (com juros, o resultado completo) e o operacional, invenção brasileira da era inflacionária: o nominal excluindo a correção monetária da dívida, criado porque, com inflação de três dígitos, o déficit nominal virava número-ficção, inflado pela mera atualização do estoque.
Exemplo Prático
Em 1989, um déficit nominal gigantesco convivia com um operacional modesto: a diferença era a inflação corrigindo a dívida velha, não gasto novo. O conceito operacional permitia enxergar a política fiscal por baixo do ruído hiperinflacionário, e aposentou-se, naturalmente, com o Real.
PlatomAI Explica
As três medidas do déficit são três perguntas: o primário pergunta se o dia a dia fecha; o nominal, se a conta completa fecha; e o operacional, relíquia dos anos de inflação alta, perguntava o que sobrava de verdade quando a correção monetária distorcia tudo. O trio ensina que até a contabilidade pública tem biografia: cada era inventa a métrica de que precisa para se enxergar, e o museu das métricas conta a história do país.

