Credit Default Swap (CDS)
O seguro do calote, que quase quebrou a seguradora do mundo: o derivativo em que o comprador paga prêmio periódico e o vendedor o indeniza se o emissor de referência der o calote, o preço desse prêmio, em pontos-base, virando o termômetro global de risco de crédito, do CDS soberano brasileiro aos corporativos. Em 2008, vendedores como a AIG haviam segurado o sistema inteiro sem capital para honrar, e o seguro virou o incêndio.
Exemplo Prático
O CDS de 5 anos do Brasil em 150 pontos significa: segurar US$ 10 milhões da dívida custa US$ 150 mil ao ano, e sua alta é manchete de estresse antes de qualquer rebaixamento. O investidor pode comprar proteção sem ter o título: a aposta pura no calote alheio, que 2008 celebrizou.
PlatomAI Explica
O CDS é o preço do medo com liquidez: um número que resume, em tempo real, quanto o mundo cobra para garantir cada devedor. Termômetro brilhante e, como 2008 provou, arma sistêmica quando vendido sem lastro, o risco migrando invisível para quem prometeu demais. O verbete fecha o crédito ampliado desta casa com seu derivativo-símbolo, e a régua dupla: leia o CDS como o eletrocardiograma dos emissores, e lembre que todo seguro vale, no limite, o balanço de quem o vendeu.

