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Cetip

O cartório que virou letra da B3: a Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos, criada em 1984 para registrar e custodiar os títulos privados, CDBs, debêntures, derivativos de balcão, a contraparte histórica do Selic (que guarda os públicos). Companhia aberta nos anos 2010, fundiu-se com a BM&FBovespa em 2017, e virou o "Balcão" do nome B3, sobrevivendo como marca em expressões como "registrado na Cetip".

Exemplo Prático

O CDB que você compra existe como registro eletrônico no ambiente herdeiro da Cetip: a certeza de que o título é único, seu e rastreável nasce dessa infraestrutura de 1984, que aposentou o papel físico e os golpes que ele permitia.

PlatomAI Explica

A Cetip é a história de como o mercado privado brasileiro ganhou cartório eletrônico: registro central é o que separa título de promessa verbal, e sua criação nos anos 80 foi tão civilizatória quanto invisível. O verbete completa a arqueologia institucional desta casa, Selic para públicos, Cetip para privados, B3 unificando tudo, e deixa a régua de sempre: por trás de cada aplicação sem drama existe uma infraestrutura de registro que alguém construiu para você nunca precisar pensar nela.