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Certificado de Privatização

Peça de museu da engenharia financeira brasileira: títulos criados em 1990, de subscrição compulsória pelas instituições financeiras, utilizáveis como "moeda" nos leilões do Programa Nacional de Desestatização. Integraram a família das chamadas moedas de privatização, junto a títulos de dívidas antigas aceitos com deságio, que viabilizaram a venda das estatais dos anos 90 num país sem capital líquido sobrando.

Exemplo Prático

Nos leilões da década de 90, compradores pagavam parte do lance entregando esses papéis: o governo enxugava passivos antigos e transferia empresas, e o preço "cheio" das vendas embutia moedas valendo menos que o face, detalhe central de toda a controvérsia da era.

PlatomAI Explica

O certificado de privatização é o fóssil que conta como se vende patrimônio público sem compradores capitalizados: aceitando dívidas velhas como pagamento. A engenharia foi criativa e a polêmica, inevitável, privatizou-se recebendo papéis deságiados, e o verbete vale menos pela saudade e mais pelo método: grandes transformações patrimoniais sempre têm uma engenharia de moeda por trás, e entender a moeda é entender o negócio.