CDI (Certificado de Depósito Interbancário)
A régua invisível do dinheiro brasileiro: o CDI nasce dos empréstimos de um dia entre bancos, registrados na B3, e a taxa média dessas operações, a Taxa DI, virou o índice de referência de quase toda a renda fixa nacional: CDBs, fundos DI, debêntures, tudo se expressa em percentual do CDI. Por arbitragem, cola na Selic efetiva, andando tipicamente uma fração de ponto abaixo da meta.
Exemplo Prático
O CDB "a 110% do CDI" rende 110% do que a taxa DI acumular no período: com o CDI anual em 12%, cerca de 13,2% brutos ao ano. Já "100% do CDI" é a paridade com o custo básico do dinheiro, e menos que isso, no pós-fixado, é pagar para emprestar barato ao banco.
PlatomAI Explica
O CDI é o metro-padrão guardado no cofre do interbancário: quase ninguém o negocia diretamente, e tudo se mede por ele. Sua onipresença é herança da era de juros altos, quando o "percentual do CDI" virou o idioma da renda fixa, e a régua desta casa o transforma em ferramenta de tradução dupla: todo retorno prometido merece a conversão "quanto é isso em CDI?", e todo custo de oportunidade começa na mesma pergunta, porque no Brasil, antes de qualquer investimento vencer o mercado, ele precisa explicar por que vale mais que a régua que o país inteiro usa de piso.

