Cartel
O acordo entre concorrentes para não concorrer: combinar preços, dividir mercados ou fraudar licitações. É a infração mais grave do direito antitruste, crime no Brasil, com multas bilionárias, acordos de leniência (o delator entrega o esquema em troca de imunidade) e prisão no cardápio. Sua fragilidade interna é célebre: cada membro lucra traindo o combinado, o dilema do prisioneiro em versão corporativa.
Exemplo Prático
Postos de uma cidade que sobem preços no mesmo dia, ao mesmo centavo, sem choque de custo, acendem o radar clássico; grandes casos brasileiros e globais (de licitações a laboratórios) foram desmontados por leniência: o primeiro a confessar leva o perdão, e a corrida à delação implode o clube.
PlatomAI Explica
O cartel é o combinado de não competir, e vive sob a maldição da própria ganância que o criou: todo membro maximiza traindo, e a leniência transforma essa matemática em política pública, o Estado pagando pela primeira traição. É o raro caso em que a teoria dos jogos vira ferramenta de polícia, e a lição para o consumidor é o espelho do verbete: concorrência não é gentileza entre empresas, é a desconfiança organizada que trabalha para você.

