Câmbio Flutuante
O preço da moeda entregue ao mercado: no regime flutuante, adotado pelo Brasil desde 1999, a taxa de câmbio se forma livremente pela oferta e demanda de divisas, sem paridade defendida, com o Banco Central intervindo apenas contra disfunções, a flutuação suja desta casa, e nunca contra tendências. É o regime que devolveu à política monetária a autonomia que o câmbio fixo confiscava.
Exemplo Prático
No choque externo, o dólar sobe e absorve parte da pancada: exportações ganham fôlego, importações encarecem, e o ajuste que o regime fixo cobrava em reservas e juros o flutuante distribui no preço. O custo é a volatilidade cotidiana que empresas administram com o hedge deste glossário.
PlatomAI Explica
O câmbio flutuante é o amortecedor macroeconômico que o Brasil comprou em 1999 depois de pagar caro pelas âncoras: deixar o preço oscilar para que a economia real oscile menos. O trilema desta casa explica a escolha, capitais livres e política monetária própria exigem câmbio solto, e a régua histórica fecha o par com o verbete do fixo: regimes se julgam pelos ajustes que impõem, e a volatilidade visível do flutuante é o preço, civilizado, de não repetir as crises terminais que os regimes rígidos colecionaram por aqui.

