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Banda Cambial

O regime em que o câmbio flutua dentro de limites oficiais: um piso e um teto defendidos pelo Banco Central, com liberdade no intervalo. Foi o desenho brasileiro de 1995 a janeiro de 1999: bandas deslizantes que administravam uma depreciação lenta do real, defendidas com juros altíssimos e reservas, até que os ataques especulativos pós-crises da Ásia e da Rússia tornaram a defesa insustentável.

Exemplo Prático

Sob a banda, o mercado testava o teto e o BC respondia vendendo reservas e subindo juros, a 40% ao ano nos momentos agudos. A conta da defesa, dezenas de bilhões em reservas e uma recessão de juros, venceu em janeiro de 1999, quando a banda foi abandonada e o real flutuou.

PlatomAI Explica

A banda cambial é a coleira longa: o mercado corre, mas até onde o dono permite, e todo o jogo se concentra em testar a firmeza da mão. Seu defeito estrutural é oferecer ao especulador um alvo com endereço: o teto anunciado é um convite a apostar contra, e defender custa reservas e juros até o dia em que não custa mais, custa o regime. O Brasil aprendeu em 99; a lição vale para toda promessa cambial com número público.