APR (Ativo Ponderado pelo Risco)
A balança regulatória dos bancos: cada ativo entra no cálculo do capital mínimo multiplicado por um peso conforme seu risco, título público federal pesa perto de zero, crédito corporativo pesa cheio, exposições arriscadas pesam além, formando os ativos ponderados pelo risco (o RWA internacional). É sobre esse total, e não sobre o ativo bruto, que os índices de Basileia exigem o capital próprio mínimo.
Exemplo Prático
Dois bancos com R$ 100 bilhões de ativos: um recheado de títulos públicos, outro de crédito sem garantia. O segundo tem APR muito maior e precisa de muito mais capital para operar o mesmo tamanho, a regulação cobrando colchão proporcional ao risco real, não ao número da fachada.
PlatomAI Explica
O APR é pesar os ativos pelo perigo, não pelo tamanho: a invenção que impede o banco de parecer sólido carregando dinamite leve no balanço. É o denominador silencioso do índice de Basileia que os relatórios citam, e sua lógica educa além dos bancos: risco não se mede pelo valor de face das posições, mas pelo que cada uma pode fazer com você, uma balança que qualquer carteira pessoal também deveria ter.

