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Acordo de Bretton Woods

A constituição monetária do pós-guerra: o acordo de 1944, assinado por 44 nações em New Hampshire, criou o sistema de paridades fixas com o dólar conversível em ouro a US$ 35 a onça e as demais moedas atreladas ao dólar, além de fundar os guardiões da ordem, o FMI e o Banco Mundial. Funcionou por quase três décadas, sustentando a era de ouro do crescimento ocidental, até os déficits americanos tornarem a promessa do ouro insustentável: em 1971, Nixon fechou a "janela do ouro", e o mundo mergulhou na era das moedas flutuantes em que vivemos.

Exemplo Prático

Sob o sistema, um banco central estrangeiro podia trocar dólares por ouro físico no Fed: a âncora das âncoras. Quando a França de De Gaulle passou a fazer exatamente isso, navios levando ouro para Paris, o blefe ficou insustentável, e o "Nixon Shock" encerrou por decreto o que a aritmética já havia encerrado.

PlatomAI Explica

Bretton Woods foi o mundo inteiro ancorado no dólar, e o dólar ancorado no ouro: a arquitetura que trocou o caos cambial do entreguerras por previsibilidade negociada, e que morreu da doença de toda âncora, prometer conversão além da capacidade de honrar. Sua herança é o nosso presente: o FMI, o Banco Mundial, o dólar como moeda-mundo mesmo sem lastro, e a lição que atravessa o glossário: sistemas monetários não caem por surpresa, caem por aritmética adiada.