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VAMO3 — VAMOS

Ação B3 · Setor: Bens Industriais · Subsetor: Aluguel de Veículos Pesados

📝 ABERTURA

Vamos é a maior empresa de aluguel de caminhões, máquinas e equipamentos pesados do Brasil. Você não vê os ativos da empresa diretamente, mas eles estão por todo lado: caminhões alugados a transportadoras, máquinas pesadas em obras públicas e privadas, equipamentos agrícolas em fazendas. Foi cisão da Simpar (do Grupo Simpar — JSL, Movida, Original) em 2021, controlada pela família Simões (que também controla a JSL). Atua em 3 segmentos: locação (caminhões, máquinas, equipamentos), seminovos (revenda de ativos descomissionados) e indústria (montagem própria). Cresceu agressivamente via aquisições, mas em 2025 entrou em ciclo de margens pressionadas.

💰 COMO GANHA DINHEIRO

A Vamos ganha dinheiro alugando caminhões, máquinas e equipamentos pesados para empresas (transportadoras, construtoras, agronegócio). Modelo: contratos de locação de longo prazo (3-7 anos) com manutenção inclusa. Receita 2025: R$ 5,76 bi (+22,5%). 4T25: receita R$ 1,48 bi (+24,3%). Receita por segmento 4T25: locação R$ 1,07 bi (+11,5%, recorde), seminovos R$ 326,7 mi (+97,6%), indústria R$ 85,6 mi (+27,4%). EBITDA ajustado 2025: R$ 3,64 bi (+7%, margem 63,2% — caiu de 72,3% em 2024). Lucro líquido 2025: R$ 328,7 mi (-54,7% — pressionado por juros altos). Lucro 4T25: R$ 77,7 mi (-52,6%). Frota de locação: 51.953 ativos (+0,7%). Taxa de ocupação: 86,9% (+2,7 pp). Imobilizado bruto locado: R$ 16,5 bi (+9,2%). Dívida líquida R$ 11,8 bi (+1,7%). Alavancagem 3,16x EBITDA (vs 3,31x em 2024 — leve melhora). ROIC 13,9% (-1,7 pp). Cotação não pesquisada — empresa em ciclo de pressão. Guidance 2026: receita R$ 6,3-6,9 bi, EBITDA R$ 3,75-4 bi, alavancagem 2,9-3,1x.

💡 Locação de bens de capital pesados

💡 Tradução PlatomAI: Vamos é uma empresa de 'locação de bens de capital' — aluguel de máquinas/equipamentos caros que durariam anos. Diferente da Localiza (aluguel de carros pequenos para viagem ou Uber), Vamos atua em ativos PESADOS: caminhões de R$ 500 mil-R$ 1 mi, escavadeiras de R$ 2-3 mi, colheitadeiras de R$ 4-5 mi. Por que empresas alugam em vez de comprar? (i) Não imobilizam capital próprio em ativos depreciáveis; (ii) Manutenção é responsabilidade da locadora; (iii) Contabilizam como despesa operacional (não capex); (iv) Flexibilidade de devolver/trocar quando demanda muda. Para a Vamos, vantagem: contratos longos (3-7 anos) garantem receita previsível. Risco: depreciação rápida dos ativos + custo financeiro alto (a empresa endivida-se para comprar a frota). Em juros altos, custo financeiro come margem — exatamente o que aconteceu em 2025 (-53% de lucro).

✅ Pontos fortes

  • Líder em locação de pesados no Brasil. Posição estrutural — 51.953 ativos, taxa de ocupação 86,9% (recorde). Empresa atende contratos longos (3-7 anos) com clientes corporativos. Difícil de replicar — capital + relacionamento + escala.
  • Receita +22,5% em 2025 e guidance 2026 positivo. Mesmo em ciclo difícil, receita cresceu forte. Guidance 2026: R$ 6,3-6,9 bi receita (+9-20%). EBITDA R$ 3,75-4 bi (+3-10%). Empresa cresce mesmo em pressão financeira.
  • Beneficiária forte de cortes da Selic. Em juros altos, custo da dívida (R$ 11,8 bi) pesa pesadamente sobre lucro líquido. Cada ponto de Selic abaixa custo financeiro de forma direta. Cortes de juros em 2026 = catalisador imediato.
  • Múltiplos atrativos pós-correção. Ações caíram pela pressão financeira de 2025. Múltiplos atrativos vs histórico. Para investidor que aceita ciclo de 2-3 anos para a virada da Selic, é entrada interessante.

⚠️ Pontos de atenção

  • Lucro caiu 53% em 2025 (juros altos). Resultado financeiro negativo de R$ 2,18 bi em 2025 (+34% vs 2024). Selic 15% pesando. Margem EBITDA caiu de 72,3% para 63,2% — empresa repassa juros para clientes via tarifas, mas com defasagem. Pressão real.
  • Alavancagem 3,16x EBITDA (alta). Dívida líquida R$ 11,8 bi vs EBITDA R$ 3,64 bi = 3,16x. Em ciclo de juros altos, é nível desconfortável. Empresa precisa desalavancar — guidance 2026 prevê queda para 2,9-3,1x. Execução é chave.
  • Custo da dívida pós-imposto: 10,8% (alto). Custo financeiro real da empresa é 10,8% ao ano — em ciclo de Selic 15%, é alto. Cada ponto de Selic abaixa custo, mas processo é gradual. Empresa convive com pressão até pelo menos 2027.
  • Riscos relevantes apesar do múltiplo descontado. Mesmo negociando a múltiplos atrativos, a tese envolve risco financeiro alto (custo da dívida 10,8%, alavancagem 3,16x) e exposição direta a ciclos de Selic. Investidor precisa aceitar essa combinação de fatores de risco para fazer sentido — não é entrada confortável até virada de juros.

🎯 A Vamos (VAMO3) é a tese de aluguel de bens de capital pesados da B3 — líder em locação de caminhões, máquinas e equipamentos no Brasil, em ciclo de pressão financeira por juros altos (lucro -53% em 2025). Encaixa em carteiras com horizonte de 2-3 anos que aceitam alavancagem 3,16x e apostam em ciclo de cortes da Selic. Não é tese tranquila — é tese cíclica beneficiária direta da queda de juros, com upside relevante quando virada acontecer.

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