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SLCE3 — SLC AGRICOLA

Ação B3 · Setor: Consumo não Cíclico · Subsetor: Agricultura (Grãos e Algodão)

📝 ABERTURA

SLC Agrícola é uma das maiores produtoras agrícolas do Brasil. Foi fundada em 1977 pela família Schneider em Porto Alegre, e produz soja, milho e algodão em fazendas próprias e arrendadas em estados como Mato Grosso, Bahia, Goiás, Maranhão, Piauí. Diferentemente de cooperativas ou pequenos produtores, é uma empresa profissional, listada em bolsa desde 2007. Quem compra SLCE3 está virando sócio direto da agricultura brasileira em larga escala — uma exposição rara e valiosa para perfil de investidor que quer commodities agrícolas.

💰 COMO GANHA DINHEIRO

A SLC ganha dinheiro plantando, colhendo e vendendo soja, milho e algodão. Tem fazendas em mais de 670 mil hectares. Em 2025, faturou R$ 5,7 bi (+15% no 4T25 — receita 4T25 R$ 2,3 bi). Lucro 2025: R$ 565,2 mi (+17,3%, recorde). 4T25: prejuízo de R$ 70,8 mi (vs prejuízo R$ 51,4 mi em 4T24, ampliação) — efeito esperado de capital de giro intenso na safra. EBITDA ajustado 2025: +30,8% sobre 2024. EBITDA 4T25: R$ 633 mi (+3,6%) com margem 27,9%. Cresceu volume +36% no 4T25 (especialmente milho +115%, com produtividade recorde de 8,3 mil kg/ha — 27,8% acima da média do mercado). Geração de caixa operacional 4T25: R$ 736 mi (+5,2%). FCF 2025: R$ 549 mi. Dividendos propostos: 76% do lucro líquido controlador. DY: relevante. Alavancagem 2,0x EBITDA.

💡 Ano-safra agrícola

💡 Tradução PlatomAI: Ano-safra é a unidade de tempo agrícola, que vai de 1º de outubro a 30 de setembro do ano seguinte (aproximadamente). É diferente do ano civil (janeiro a dezembro). Por exemplo: 'safra 2024/2025' refere-se ao período em que a planta foi plantada em outubro/2024 e colhida até setembro/2025. Empresas agrícolas como SLC e São Martinho seguem o calendário-safra para reportar resultados — daí a diferença entre lucro de 2025 (calendário civil, soja/milho/algodão) e a lógica de safra (que segue ciclo natural). É importante entender porque comparar 'lucro do 4T25' não é tão direto quanto em outras empresas — o trimestre fiscal pode coincidir com plantio (custos) ou colheita (receitas).

✅ Pontos fortes

  • Maior agricultura listada na B3. Mais de 670 mil hectares plantados. Empresa profissional, com gestão de risco (hedge), tecnologia (sementes geneticamente modificadas, agricultura de precisão), escala. Vantagem competitiva clara sobre pequenos produtores.
  • Lucro recorde em 2025. R$ 565 mi (+17,3%) — melhor da história. Produtividade do milho 27,8% acima do mercado. Milho como destaque: receita +115% no 4T25 com volume + preço crescendo. Diversificação entre culturas funcionando.
  • Política de dividendos generosa. Conselho recomendou distribuir 76% do lucro líquido controlador em 2025 — payout entre os mais altos do varejo agrícola. DY 12M relevante. Alavancagem 2,0x permite manter política.
  • Negocia barato vs setor. P/L 6x e EV/EBITDA 4,5x esperado para 2026. Para empresa de qualidade no agro, é múltiplo descontado vs histórico. Sinaliza que o mercado ainda não precificou totalmente a recuperação da operação.

⚠️ Pontos de atenção

  • Pressão em insumos por geopolítica do petróleo. Custos de fertilizantes (que dependem do petróleo) podem subir com tensões geopolíticas globais. CEO disse na call que adiou compras esperando normalização. É exposição direta a risco geopolítico — agronegócio brasileiro sempre é sensível ao preço internacional de combustíveis e insumos.
  • Alta de custos +9,2% prevista para safra 2025/26. Empresa explicitamente projeta inflação de custos. Compensação esperada via produtividade do milho — mas execução é desafio. Margem pode comprimir se preços de grãos não acompanharem.
  • Algodão sob pressão. Aumento de chuvas no plantio prejudica algodão. É terceira cultura mais relevante após soja e milho. Pressão pode persistir na próxima safra.
  • Endividamento para custeio cresceu 42%. Dívida líquida 2025: R$ 5,2 bi (+42% vs 2024). Crescimento natural por custeio da safra + dividendos + investimentos. Mas em juros altos, peso financeiro é relevante.

🎯 A SLC Agrícola (SLCE3) é a tese mais pura de agricultura listada da B3 — escala absoluta, lucro recorde em 2025, milho como destaque produtivo, política de dividendos robusta. Encaixa em carteiras que querem exposição a agronegócio brasileiro com horizonte de 3-5 anos. Não é tese para quem quer dividendos imediatos garantidos — é tese cíclica de qualidade dependente de safras, preços globais e clima.

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