Logo PlatomAI

Ativos

EMBJ3

Ver sobre

Carregando...

EMBJ3 — EMBRAER

Ação B3 · Setor: Bens Industriais · Subsetor: Material de Transporte (Aeronáutica)

📝 ABERTURA

Embraer é a terceira maior fabricante de aviões do mundo, atrás apenas de Boeing e Airbus. Você provavelmente já voou em um avião da empresa: nos voos da Azul (E1, E2 Embraer 195), Gol (737 Boeing... mas a Azul tem grande frota de E2), e em quase todos os trechos regionais brasileiros. Foi fundada em 1969 em São José dos Campos (SP), inicialmente como estatal — privatizada em 1994. Atua em 4 segmentos: aviação comercial (jatos da família E1 e E2), aviação executiva (Phenom, Praetor, Legacy), defesa (KC-390 cargueiro militar, A-29 Super Tucano) e serviços. Em 2025, fez recorde histórico de receita de R$ 41,9 bi e mudou ticker — vale entender.

💰 COMO GANHA DINHEIRO

A Embraer ganha dinheiro vendendo aeronaves comerciais (jatos E1 de até 100 lugares e E2 de até 146 lugares — concorrentes diretas dos pequenos Airbus A220), aeronaves executivas (Phenom 100/300, Praetor 500/600, Legacy 500/650), aeronaves militares (KC-390 Millennium, A-29 Super Tucano) e serviços de manutenção. Em 2025, faturou R$ 41,9 bi (+18%, recorde absoluto). 4T25: receita R$ 14,3 bi (+4,3%). Entregou 244 aeronaves em 2025 (78 comerciais + 155 executivas + 11 militares). Aviação Executiva +24% receita em 2025; Defesa +36% receita. Carteira firmada de US$ 31,6 bi (~R$ 165 bi) — equivale a ~4 anos de receita. Para 2026: guidance entre US$ 8,2 e 8,5 bi de receita, margem EBIT 8,7-9,3%, FCF ajustado US$ 200 mi+. Caixa líquido R$ 1,76 bi (saudável após anos difíceis pós-Boeing).

✅ Pontos fortes

  • Carteira de pedidos recorde (US$ 31,6 bi = ~4 anos de receita). Visibilidade altíssima — empresa tem receita praticamente garantida para os próximos 4 anos. Book-to-bill 2,8x na aviação comercial significa pedidos novos em 2025 valem 2,8x a receita reconhecida. Ciclo positivo do setor aéreo pós-pandemia.
  • Diversificação 4-em-1 (comercial + executiva + defesa + serviços). Aviação executiva +24% e defesa +36% em 2025 compensam volatilidade da comercial. Defesa como reserva estrutural (KC-390 ganhou contratos com Suécia, Holanda, Tcheca, Áustria — exportação). Diversificação real.
  • Posição estrutural (3ª maior do mundo, atrás de Boeing/Airbus). Em jatos regionais (70-150 lugares), virtualmente monopólio com Bombardier saindo. Boeing tem problemas operacionais sérios (737 MAX). Mercado regional está em expansão pós-pandemia. Posição irreplicável.
  • Reposicionamento setorial pós-pandemia + Boeing fragilizada. Setor aéreo está em recuperação estrutural após pandemia. Boeing tem problemas operacionais sérios (737 MAX, defeitos de produção, atraso em entregas). Bombardier saiu do segmento de jatos regionais. Embraer captura demanda represada de companhias aéreas globais — posição irreplicável no segmento 70-150 lugares.

⚠️ Pontos de atenção

  • Lucro 4T25 caiu 20,4% (base difícil 2024). 4T24 teve receitas extraordinárias da Boeing (acordo). 4T25 normalizado mostra caída de lucro. EBITDA caiu 17,2% e margem 11,2% (vs 14,2% em 4T24). Investidor precisa olhar tendência ano contra ano.
  • Tarifas de importação dos EUA (10%). Tarifas de Trump sobre importações afetam diretamente Embraer (EUA é mercado relevante). Em 2025, custaram US$ 54 mi. Guidance 2026 já considera 10% de tarifa — qualquer aumento adicional afetaria diretamente.
  • Cliente-chave Azul renegociou pedido (51 → 25 E195-E2). Azul, no contexto do seu Chapter 11, renegociou pedido firme de 51 para 25 aeronaves. Reduz carteira aviação comercial em 5% no trimestre. Sinaliza vulnerabilidade — concentração em poucos clientes grandes.
  • P/L de 30x — cara para perfil cíclico. Setor aéreo é cíclico — qualquer choque (geopolítico, recessão, novas tarifas, problemas técnicos como 737 MAX) reverte cenário rapidamente. P/L 30x exige execução impecável dos próximos 4 anos. Sem margem de segurança.

🎯 A Embraer (EMBJ3, ex-EMBR3 até nov/2025) é a tese de aviação industrial brasileira da B3 — 3ª maior fabricante de aviões do mundo, carteira recorde US$ 31,6 bi (~4 anos de receita), beneficiária estrutural pós-pandemia + Boeing fragilizada. Encaixa em carteiras de capital com horizonte de 5-10 anos que aceitam ciclicidade do setor aéreo e tarifas geopolíticas. Não é tese tranquila — é tese de capital cíclica com posição estrutural, beneficiária da nova configuração global da indústria.

🔍 Quer entender o calendário de entregas para 2026, comparar com Boeing e ver os cenários para 2026 e 2027? Toque em Raio-X PlatomAI.