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CVCB3 — CVC BRASIL
Ação B3 · Setor: Consumo Cíclico · Subsetor: Viagens e Lazer
📝 ABERTURA
Quem nunca comprou um pacote de viagem na CVC? A CVC é a maior agência de turismo do Brasil. Foi fundada em 1972 por Carlos Vicente Cerchiari (CVC = iniciais do fundador) em Santo André (SP). Tem mais de 1.500 lojas no Brasil e Argentina. Mas a empresa passou pelos piores anos da sua história entre 2018 e 2024 — IPO em 2013, pandemia em 2020, prejuízos sucessivos, troca de comando. Em 2025, finalmente, voltou a apresentar lucro. Vale entender o histórico antes de investir.
💰 COMO GANHA DINHEIRO
A CVC ganha dinheiro vendendo pacotes de viagem (Brasil + exterior), reservando hotelaria, intermediando passagens aéreas e cruzeiros. Modelo principal: B2C (consumidor final) em mais de 1.500 franquias e lojas próprias. Crescimento recente vem do B2B (Visual Turismo, RexturAdvance — corporativo): Reservas Brasil B2B +22% em 2025 — destaque positivo. Reservas B2C cresceram 2,2% — sob pressão competitiva de Booking, Decolar, Hurb. Argentina sofre com macro adverso: -8,6% nas reservas. Operação: B2C ainda majoritária, mas B2B é o motor de crescimento.
✅ Pontos fortes
- Turnaround entregando resultado. Saiu do prejuízo em 2025. EBITDA cresceu 47,6%. Lucro de R$ 67 mi reverteu prejuízos consecutivos desde 2020. Empresa parece ter encontrado o caminho após 6 anos de dificuldades.
- Alavancagem baixíssima. Dívida líquida 0,2x EBITDA — uma das menores do varejo. Após anos de aperto, balanço está saudável. Não há pressão para vender ativos ou fazer follow-on. Foco pode ser 100% operacional.
- B2B como motor de crescimento. Visual Turismo e RexturAdvance crescendo 22% no B2B. Segmento corporativo é menos volátil que B2C, com tickets maiores e fidelização. É a melhor parte do negócio nos últimos trimestres.
⚠️ Pontos de atenção
- Take rate em queda. Caiu de 9,3% para 8,5% no 4T25. Cada décimo de take rate equivale a milhões em receita. Pressão competitiva de plataformas online (Booking, Decolar, Hurb) é estrutural — recuperar margem é difícil.
- Resultado financeiro ainda peso. Negativo em R$ 83 mi no 4T25. Receitas financeiras caíram 78,5% (de R$ 29 mi para R$ 6 mi) — caixa diminuído. Apesar da alavancagem baixa, custo da dívida em juros altos pressiona a última linha.
- Histórico de fraude e diluição. Fraude descoberta em 2019 (R$ 250 mi+). Vários follow-ons diluíram acionistas. Cotação caiu de R$ 20+ para sub-R$ 2. Confiança do mercado é frágil — qualquer sinal negativo é amplificado.
- Argentina fraca. Reservas -8,6% no 4T25 com macro adverso. Operação na Argentina depende de estabilidade local — em ciclos de hiperinflação e desvalorização do peso, é peso negativo no resultado consolidado.
🎯 A CVC é tese de turnaround puro do varejo de turismo da B3 — saída do prejuízo em 2025, alavancagem baixa, novo comando, mas com take rate em queda e resultado financeiro pressionado. Encaixa apenas em carteiras pequenas (1-2% do patrimônio) de quem aceita risco binário e aposta em recuperação operacional contínua. Não é tese para conservador — é tese de turnaround com horizonte de 2-3 anos para se confirmar.
🔍 Quer entender se o take rate vai voltar a subir, comparar com plataformas online (Booking, Decolar) e ver os cenários para 2026 e 2027? Toque em Raio-X PlatomAI.

